2 minutos de leituraEmpresa familiar: quem será o próximo líder?

Toda empresa tem início a partir de uma paixão ou necessidade de mercado que gera uma oportunidade. Mas abrir o próprio negócio, em especial quando envolve membros da família, não é tarefa fácil. Quer ver só? No Brasil, 90% das empresas formais são familiares. Mas a cada 100 empresas, só 30 chegam à segunda geração no comando. Apenas 15 têm a terceira e apenas 4 chegam à quarta geração na liderança dos negócios. Esta aí um dos principais desafios das empresas familiares: a preparação dos futuros líderes.

“Alguns filhos de empresários são completamente alheios à administração da empresa da família, pois quem está no poder é sempre o pai. Ou então foram contratados exclusivamente com base nas expectativas dos pais, mas ninguém nunca perguntou ao jovem o que ele realmente queria fazer com sua vida”, explica o italiano Paolo Garcia, consultor empresarial da Sonata Brasil.

Mas não pense que esse é um problema único e exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos, segundo um levantamento realizado pela PwC em 2010 com empresas familiares em diversos setores, observou-se que apenas 30% das empresas familiares conseguem chegar à segunda geração. Apenas 12% passam para a terceira geração e 3% sobrevivem à quarta geração.

Quer algumas dicas básicas para iniciar esse preparo do futuro líder agora mesmo? Anote aí:

– Ao definir os possíveis “candidatos” que podem assumir a sua empresa, analise as aptidões e resultados obtidos por cada um ao longo dos anos, bem como o desempenho deles nos momentos de crise e/ou conflitos. Procure deixar as avaliações emocionais de lado. Isso é um negócio, lembre-se disso;

– Os candidatos escolhidos devem se preparar para assumir o cargo, e aí vale ressaltar que conhecimentos sobre gestão, mercado e especialmente compreender detalhes ‘técnicos’ do negócio vão fazer toda a diferença na hora de conduzir a empresa;

– Uma sucessão deve começar a ser preparada cerca de 10 anos antes, portanto, nada de achar que deve esperar o atual líder se afastar do cargo para que esse processo tenha início. Tudo deve ocorrer de forma bem profissional para que o negócio não sofra nenhum impacto com a alteração de liderança;

Negócios x sentimentos

Além disso, é fundamental saber conciliar e administrar as emoções, ou seja, não deixar que sentimentos individuais sobreponham as decisões da empresa. “No trabalho, as emoções pessoais em relação aos filhos ou em relação aos pais devem dar lugar às necessidades profissionais. O amor é uma coisa, o negócio é outra”, conclui Paolo.

*Conteúdo produzido pela agência Visão Estratégica Comunicação (www.visaoestrategica.com.br)

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