4 minutos de leituraPor que aprender sobre inovação em Roma?

Dra. Soraia Schutel, CEO Sonata Brasil e apresentadora do quadro de carreira do Superpoderosas da Band.

Há duas décadas embaso minha formação nas raízes europeias. Ao longo desse período pude obter profundidade em tudo o que me propus e, sobretudo, acesso à arte e cultura humanista que refinam o comportamento e o intelecto. Já viajei aos 5 continentes, mas continuo apaixonada pelo estilo e cultura europeia. Investigando a fundo o porquê deste vínculo, percebo que nada mais é do que acessar as bases fundamentais que estruturam a forma mentis do país que tanto amo: Brasil.

Apesar de jovem comparada a outras nações, nossa história provém de milênios. Nosso modo de pensar está totalmente vinculado à nossa língua, de origem latina. Assim, nossa história remonta não apenas aos colonizadores portugueses e às diferentes etnias que nos formam, mas principalmente ao legado milenar greco-romano, cujos princípios estão ainda vivos em nosso modo de expressão, no Direito e em outras áreas do conhecimento.

Em recente artigo da HSM Management, Valter Pieracciani e Laurentino Bifaretti falam que, para aprender sobre inovação, não devemos nos fixar no Vale do Silício mas, sim, aprender com o Império Romano. A lógica do Vale do Silício bebe de raízes culturais e históricas diferentes das nossas. Não podemos querer transplantar um modelo que não somos. Claro que vale a pena conhecer e se inspirar mas, além de ver modelos externos, devemos beber da nossa fonte e aprender a força que nós brasileiros temos.

Metaforicamente falando, é como se uma semente de figueira quisesse ser uma árvore de plátano. Ontologicamente, é impossível… Não é possível dizer que uma é melhor do que a outra, ambas realizarão o seu propósito quando forem si mesmas. Saber de onde viemos amplia a autoestima e contribui na construção de uma economia e sociedade mais sólida e madura.

No mais importante congresso mundial de gestão de 2018, o Academy of Management, que reúne milhares de pesquisadores e os mais importantes expoentes da área, Henry Mintzberg, o ‘papa’ da estratégia, ao falar de cenários futuros ressaltou o papel do Brasil no cenário global. Um país de recursos e clima incomparáveis, de um acolhimento único, que precisa apenas amadurecer, pois muitos de seus problemas são construídos pelos próprios brasileiros – e não por desgraças ecológicas, como tsunamis ou tufões, por exemplo.

E para este amadurecimento é fundamental termos consciência de quem somos para uma ação responsável nacional e global. Neste processo de autoconhecimento, é fundamental acessar as raízes milenares dos nossos antepassados que plantaram a primeira semente da nossa força.

Conscientes disso, a Sonata Brasil é a primeira escola de gestão e liderança que propõe um MBA voltado ao autoconhecimento e um módulo internacional em Roma para acessar as raízes desta civilização milenar da qual também derivamos. Recentemente conduzimos mais de 40 gestores, empresários, executivos, empreendedores e CEOs para uma imersão nos fundamentos do Império Romano, visando justamente conectar os brasileiros à própria força. O que é um excelente remédio ao complexo de inferioridade que a mídia tende a reforçar.

Enquanto artigos recentes são publicados sobre este tema, nós já estamos realizando a inovação na educação, na contramão das propostas massificadas. Não somos norte-americanos, não temos origem anglo-saxã, que possui outro mindset. Precisamos nos reconectar com as fontes daquele que foi o maior império e que inovava há milênios. Os antigos romanos construíram estradas, aquedutos, esgotos, banheiros e termas públicas, inovação total há 2 mil anos visando ao bem estar e à saúde da população. Claro que o lado obscuro existiu, como em toda e qualquer civilização.

Além disso, cada brasileiro deve conhecer e resgatar sua história. Quem eram meus antepassados, de onde vieram, o que faziam? A arqueologia da própria vida é fundamental para o autoconhecimento e fortalecimento interior. Assim saberei o que carrego de legado, bem como quais comportamentos não dizem respeito à minha identidade. Honrar nossos antepassados torna nossa existência mais nobre.

Para reforçar a prosperidade autêntica nacional, precisamos de autoconhecimento profundo, beber da fonte. Para tanto aconselho que assistam o documentário “Brasil: a última cruzada” que traz uma visão sobre o propósito desta terra e dos pais fundadores do Brasil.

Nos conectarmos com nossa identidade: é a única forma do gigante interior e de nossa pátria acordar!

 

1Comment
  • Natalia Leite
    Posted at 23:25h, 10 outubro Responder

    Sonata!

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