3 minutos de leituraO Humano do Futuro e o novo Renascimento

Dra. Soraia Schutel, CEO Sonata Brasil e apresentadora do quadro de carreira do Superpoderosas da Band.

A humanidade nunca teve em sua história, ao menos do que se tem registro, tamanho acesso à tecnologia. O que colhemos hoje é fruto do período do Renascimento de 1500 que gerou o húmus para a revolução científica, o aumento da expectativa de vida e tantos outros benefícios que a civilização moderna se beneficia.

Mas, apesar deste avanço, o ser humano sofre de um dos males mais profundos: as doenças da alma. Depressão, falta de um sentido na vida, aumento dos índices de suicídio nos mostram que não podemos e não devemos evoluir nossa sociedade pautados apenas nos valores e ideais do paradigma científico e racional.

Estamos a beira de um Novo Renascimento, onde precisamos colocar o humano no centro novamente, repensar a evolução que tivemos e os limites do modelo de desenvolvimento que nos conduziram até aqui.

Este novo Renascimento está pautado em 2 principais pilares:

1)  Inteligência Artificial

2)  Inteligência Humana

A Inteligência Artificial irá permitir a análise de dados, cálculos, diagnósticos e descobertas em uma velocidade ainda não vista na história da humanidade. E este poder das máquinas na substituição de tantas tarefas humanas tem trazido inclusive uma visão apocalíptica do futuro: “os empregos irão sumir, seremos substituídos por máquinas etc.”.

A questão é que a tecnologia irá substituir apenas uma parte do humano. É o que tenho dito nas palestras que realizo há mais de um ano. Tudo aquilo que for repetitivo, de fato, tem grandes chances de ser substituído pelas máquinas, porém, as dimensões mais profundas da inteligência ainda serão exclusivamente humanas: a inteligência emocional e espiritual.

Graças as máquinas finalmente o humano poderá desenvolver aquilo que é a Inteligência Humana: a criatividade, a intuição, a empatia, o amor…. Ontologicamente as máquinas nunca serão humanas.

Advogados, não se preocupem! Mesmo que várias de suas tarefas possam ser substituídas, os clientes continuarão sendo humanos, e querem ser ouvidos, se sentir importantes, acolhidos em seus problemas.

Para tanto, a educação transversal na vida de um ser humano não deve focar apenas na inteligência racional e cognitiva, mas deve desenvolver o humano integralmente. E este é o grande benefício que a revolução digital e Inteligência Artificial estão trazendo, e que poucos se deram conta.

Assim, as escolas precisam cada vez mais desenvolver em seus alunos o autoconhecimento e as habilidades socioemocionais. Estes são e serão o diferencial do profissional do presente e do futuro.

Ouvi recentemente de Luiza Trajano que o importante é o agorismo, e não o futurismo. Com muito foco no futuro esquecemos de construir o aqui e agora. O presente precisa urgente de pessoas que olhem pra dentro, que busquem seu papel nesse mundo e encontrem um sentido existencial.

A máxima milenar do templo de Delfos “conhece-te a ti mesmo” nunca foi tão recente. O humano do futuro, para além da inteligência racional e de saber usar a tecnologia, tem a oportunidade de despertar seu máximo potencial e ser PhD em conhecer a si mesmo.

 

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